O Noroeste Fluminense enfrenta uma das crises climáticas mais severas dos últimos anos. Em Porciúncula, o volume de chuva superou todas as projeções técnicas, registrando mais de 131 mm de precipitação em menos de uma hora. O fenômeno extremo causou alagamentos repentinos e danos estruturais graves, levando o prefeito Guilherme Fonseca a decretar oficialmente estado de emergência no município.
A gravidade da situação regional exigiu o acionamento da Marinha do Brasil, que enviou uma força de resposta imediata composta por 120 militares e 24 viaturas para oferecer apoio logístico e socorro às vítimas no Norte e Noroeste Fluminense. Equipes técnicas percorrem as áreas mais críticas de Porciúncula para avaliar riscos geológicos e dimensionar os prejuízos à infraestrutura urbana e rural.
Impacto Humano e Números da Crise
A instabilidade climática afetou milhares de cidadãos em toda a região. Somente em Itaperuna, os números atualizados pelas autoridades de assistência social revelam a dimensão do desastre:
Famílias impactadas: 2.600
Pessoas desalojadas: 315 (em casas de parentes ou amigos)
Pessoas desabrigadas: 9 (em abrigos públicos municipais)
Em Porciúncula, o levantamento de desabrigados ainda está sendo consolidado, mas a prefeitura confirma que a capacidade de resposta local foi atingida, tornando o apoio federal e estadual indispensável para o fornecimento de suprimentos básicos e reconstrução de acessos.
Monitoramento dos Rios e Alertas Meteorológicos
A Defesa Civil mantém vigilância constante sobre o Rio Carangola, que apresenta elevação contínua devido às fortes chuvas registradas em suas cabeceiras, no estado de Minas Gerais. O monitoramento é essencial para antecipar possíveis transbordamentos que possam atingir as áreas baixas de Natividade e Porciúncula.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) mantém o alerta para tempestades na região. A previsão indica que o volume de chuva pode chegar a 100 mm por dia, acompanhado de ventos fortes e descargas elétricas.
⚠️ Orientações de Segurança
As autoridades reforçam que a população deve evitar deslocamentos desnecessários e não tentar atravessar áreas alagadas, devido ao risco de contaminação e força das correntezas. Moradores de encostas devem manter atenção redobrada a qualquer sinal de movimentação de terra.
Em situações de perigo iminente, entre em contato com a Defesa Civil (199) ou com o Corpo de Bombeiros (193).
Da redação da 96,9 FM


Comentários
Postar um comentário