Imagens de câmeras de segurança de um posto de combustíveis no bairro Coramara, em Cachoeiro de Itapemirim, mostram um casal comprando gasolina enquanto transportava, segundo a investigação da Polícia Civil, o corpo esquartejado de Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, grávida de aproximadamente quatro meses, dentro de um Fusca.
Parte dos restos mortais estaria no compartimento dianteiro do veículo e outra parte no banco traseiro.
De acordo com informações atribuídas ao delegado Felipe Vivas, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o casal teria passado pelo estabelecimento para adquirir gasolina que seria utilizada para incendiar o corpo da vítima.
Após a parada no posto, os suspeitos seguiram em direção à região de Monte Líbano, onde os restos mortais de Juliana foram encontrados carbonizados na quarta-feira (14).
As imagens de videomonitoramento ajudaram a Polícia Civil a reconstruir os deslocamentos dos investigados após o assassinato. O registro da passagem pelo posto de combustíveis integra os elementos analisados pela DHPP para esclarecer a dinâmica do crime.
Segundo a investigação, Juliana foi atraída pelo ex-marido até uma residência no bairro Zumbi, onde teria sido morta e esquartejada. Posteriormente, os restos mortais teriam sido colocados no Fusca para o transporte até Monte Líbano.
A Polícia Civil prendeu em flagrante Diego Marques Alves, de 31 anos, ex-marido de Juliana, e Geovana Maria Vieira, de 24 anos, atual companheira dele.
Os dois foram autuados por ocultação de cadáver. A polícia também solicitou à Justiça a prisão temporária dos investigados por feminicídio e aborto sem consentimento. A DHPP segue investigando as circunstâncias do assassinato e a participação de cada suspeito.
Fonte: Aqui Notícias

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