JOVEM DE 19 ANOS SOBREVIVE 'TRIBUNAL DO TRÁFICO' E ESCAPA DE EXECUÇÃO EM PÁDUA

 
A Polícia Civil e o 36º Batalhão de Polícia Militar (36º BPM) investigam uma tentativa de homicídio contra um jovem de 19 anos, ocorrida na noite de sexta-feira (3), em Santo Antônio de Pádua. A vítima conseguiu sobreviver e escapar de uma execução que teria sido decretada e coordenada por integrantes de uma facção criminosa atuante na região.

​A ocorrência chegou ao conhecimento das forças de segurança após o rapaz dar entrada no pronto-socorro do Hospital Municipal Hélio Montezano. O jovem apresentava uma perfuração provocada por disparo de arma de fogo na mão esquerda, além de diversas escoriações e lesões contundentes pelo corpo, resultantes de agressões físicas sofridas durante o episódio.

​Dinâmica do fato e depoimento

​Após receber o atendimento médico emergencial, receber suporte clínico especializado e obter a alta hospitalar, o jovem foi devidamente conduzido pela equipe policial à delegacia legal para prestar depoimento formal. Em seu relato à autoridade policial, a vítima detalhou que foi capturada e levada por criminosos armados para uma localidade no bairro Mirante, ponto onde foi submetida a um "tribunal do tráfico".

​Segundo o depoimento, os executores efetuaram disparos contra ele, contudo, o rapaz conseguiu reagir, desvencilhar-se do perímetro e fugir das garras dos criminosos, buscando abrigo e socorro médico logo em seguida.

​Investigação e segurança

​Policiais militares do 36º BPM foram responsáveis pela coleta dos dados técnicos iniciais e pela preservação da integridade física dos envolvidos. Durante as diligências de campo, os agentes identificaram uma mulher de 27 anos que presenciou o fato. Ela foi conduzida e ouvida na sede da 136ª DP (Santo Antônio de Pádua) na condição de testemunha do inquérito.

​O setor de inteligência da Polícia Civil apura a autoria e a motivação do crime, tratando o caso sob o viés da gravidade das ações orquestradas por organizações criminosas na localidade. Em conformidade com os protocolos de segurança de vida e de proteção a testemunhas, as identidades, iniciais e imagens da vítima e da testemunha foram mantidas sob total sigilo.

​Da redação da 96,9 FM

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