DELEGADA AFIRMA QUE FEMINICÍDIO EM CAMPOS FOI PREMEDITADO; AUTOR NÃO ACEITAVA O FIM DO RELACIONAMENTO
A Polícia Civil investiga como feminicídio a morte de Camile Barbosa Duarte Antunes, de 30 anos, assassinada a facadas dentro de casa na manhã desta terça-feira (2), na Rua Armando Ritter Viana, no Parque Califórnia, em Campos dos Goytacazes. O principal apontado como autor do crime é o ex-marido da vítima, Ruan Henrique Oliveira de Souza, de 31 anos, que tirou a própria vida após o assassinato.
Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça-feira, a delegada assistente da 134ª Delegacia de Polícia, Madeleine Dykeman, afirmou que há fortes indícios de que o crime tenha sido premeditado e motivado pela não aceitação do fim do relacionamento por parte do autor.
Segundo a delegada, Camile apresentava diversas lesões provocadas por faca em diferentes partes do corpo, incluindo nuca, seios e mãos. A análise preliminar da cena indica que a vítima teve poucas chances de defesa.
As investigações apontam que o ex-casal estava separado e que Ruan mantinha acesso à residência. Testemunhas relataram que ele demonstrava comportamento possessivo e não aceitava o término da relação. De acordo com a Polícia Civil, a vítima teria manifestado preocupação e medo diante das atitudes do ex-companheiro.
Ainda segundo a delegada, há relatos de que, cerca de duas semanas antes do crime, o suspeito teria ameaçado a vítima com uma arma de fogo, afirmando que a mataria e, em seguida, cometeria suicídio. Apesar das buscas realizadas pela polícia na residência, nenhuma arma foi encontrada.
Imagens analisadas pelos investigadores mostram a movimentação do autor na manhã do crime. A perícia também realizou exames no interior da casa e no veículo utilizado por ele, encontrado em frente ao imóvel.
Camile e Ruan eram naturais de Minas Gerais e haviam se mudado recentemente para Campos dos Goytacazes. O casal tinha dois filhos gêmeos, de 11 anos, que estavam na escola no momento do crime. As crianças ficaram inicialmente sob os cuidados de familiares, e a definição da guarda deverá ser tratada judicialmente.
O caso segue sendo investigado pela 134ª Delegacia de Polícia, que busca esclarecer todos os detalhes da ocorrência.
Fonte: Parahybano


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