FALTA DE ATENDIMENTO IMEDIATO EM SANTO EDUARDO REVOLTA MORADORES E AUMENTA AS COBRANÇA POR HOSPITAL 24H


Um episódio recente envolvendo atendimento de urgência no Hospital de Santo Eduardo, distrito de Campos dos Goytacazes, gerou indignação entre moradores e reforçou a cobrança por melhorias na saúde pública da localidade.

A moradora Alini Faustino relatou que levou o filho à unidade após ele passar mal, mas encontrou a equipe de emergência já ocupada no atendimento de outra paciente. Sem condições de prestar assistência imediata, o caso precisou ser encaminhado para o Hospital São Vicente de Paulo, em Apiacá (ES), aumentando a apreensão da família diante da necessidade de deslocamento para outro município.

A situação expõe uma fragilidade no atendimento da unidade, que atualmente não dispõe de estrutura suficiente para atender múltiplas ocorrências simultaneamente.

Diante disso, moradores que já fizeram manifestações pacíficas na comunidade, voltaram a cobrar que o hospital que será reinaugurado como Policlinica as 18h do próximo dia 20/03 possa oferecer atendimento 24 horas, com equipe completa, leitos disponíveis, equipamentos adequados e medicamentos, garantindo mais agilidade e segurança em casos de emergência.

“Não podemos depender de outras cidades em momentos críticos”, relatam moradores, preocupados com a possibilidade de novos episódios semelhantes.

Moradores de Santo Eduardo lutam por atendimento 24h e recebem apoio de sindicato

A população de Santo Eduardo segue mobilizada na defesa da manutenção do atendimento emergencial 24 horas na localidade. 

A reivindicação ganhou o apoio da coordenadora geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro e do município de Campos dos Goytacazes, Odisseia Carvalho, que declarou solidariedade ao movimento.

Segundo a representante sindical, a comunidade busca garantir a continuidade de um serviço essencial, que anteriormente contava com estrutura completa, incluindo leitos, profissionais de saúde, equipamentos para diagnóstico, medicamentos e ambulância.

A mobilização ocorre em meio às mudanças na unidade de saúde após a reforma. Apesar disso, os moradores deixam claro que não são contrários à implantação da Policlínica da Família.

 Pelo contrário, consideram a iniciativa positiva, mas defendem que ela não substitua o atendimento emergencial contínuo.

Para Odisseia Carvalho, é fundamental que a população não seja prejudicada com a perda de um serviço considerado vital. “A comunidade precisa de atendimento completo e ininterrupto, que garanta segurança e dignidade no acesso à saúde”, destacou.

A situação segue gerando repercussão entre moradores, que cobram das autoridades uma solução que concilie a modernização da unidade com a manutenção dos atendimentos de urgência e emergência.

Blog Alan Gonçalves

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