CASO ELIANA: MÉDICO DE CAMPOS DENUNCIOU ESTUDANTE POR USAR SEU CARIMBO EM PLANTÕES; FAMÍLIA ESTÁ DIVIDIDA SOBRE ATROPELAMENTO; COMO ERA O RELACIONAMENTO MÃE E FILHO
A noite chuvosa de segunda feira, 28 de outubro de 2024, foi marcada por uma tragédia que chocou Campos e ganhou repercussão nacional, uma data a ser jamais esquecida pela família do estudante de medicina Carlos Eduardo Aquino Cardoso, de 32 anos, que atropelou e matou a própria mãe Eliana Lima Tavares, de 59. Eliana pedalava uma bicicleta elétrica quando foi atingida pelo carro do próprio filho, na Avenida Francisco Lamego, no Jardim Carioca. Dados levantados pelo Campos 24 Horas junto à Polícia e advogados são surpreendentes. Um deles revela uma conversa entre o estudante de medicina e um médico, durante a qual Carlos Eduardo Aquino faz um apelo ao médico para usar seu carimbo, a fim de que ele possa tirar plantões em unidades de saúde se passando por médico. Na ocasião, o advogado Alex da Mata, contratado pelo médico, chegou a denunciar o caso na delegacia de Polícia, Cremej e Ministério Público. Outros três dados chamaram a atenção da nossa reportagem: a relação bastante conturbada com a mãe; a família polarizada, ou seja, uma parte tem um entendimento diferente em relação ao atropelamento; e testemunhas que disseram que Carlos Eduardo sequer demonstrou emoção ao saber que a vítima era sua mãe. Vale ressaltar que, se há acusações de relações hostis entre Eliana e Carlos Eduardo, por outro lado mãe e filho demonstravam carinho e afeto mútuo nas redes sociais.
Eliana morreu no local do atropelamento, e o filho foi levado para o Hospital Ferreira Machado, onde permaneceu sob custódia policial, após ter sofrido uma lesão no rosto, e depois para a delegacia de Guarus. Durante audiência de custódia na Justiça, na última quinta-feira (31), Carlos Eduardo teve sua prisão preventiva decretada e depois foi levado para o Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, onde permanece preso.
Após o atropelamento, Carlos, conhecido por Cadu Aquino, que dirigia um Citröen, teria dito aos presentes que estava sentindo-se desorientado e que "estava perdendo os sentidos". Segundo o delegado Carlos Augusto Guimarães, responsável pelo caso, o estudante de medicina era usuário de drogas e já praticou exercício ilegal da medicina, além de ser suspeito de comportamento agressivo com a mãe. (leia mais abaixo)
MÉDICO E ADVOGADO FAZEM ESCLARECIMENTOS - No dia 12 de março deste ano, o médico Carlos Eduardo de Souza e seu advogado Alex da Mata gravaram um vídeo(Aqui) onde acusam o universitário. “Como tem um nome parecido com o meu, ele tentou por muito tempo se passar por médico”, disse o profissional de medicina.
Há áudios onde Carlos Eduardo Aquino faz um apelo ao médico Carlos Eduardo Souza para que ele não releve o fato do uso do seu carimbo para continuar sua prática de exercício ilegal da profissão, ajuda negada por Souza.
O advogado comunicou o fato as autoridades pela prática de uso ilegal da medicina. “Ele fez uso do carimbo e número do CRM (Conselho Regional de Medicina) para se passar por médico e fazer atendimento em unidades de saúde. Após tomar conhecimento, registramos um boletim de ocorrência, assim como comunicamos ao Ministério Público, ao Cremerj (Conselho Regional de Medicina) e a instituição de ensino em que ele estuda”, disse o advogado.
Fonte: Campos 24 Horas


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