Na noite desta terça-feira, dia 15 de agosto, a CPI de Maus-Tratos contra animais, presidida pela deputada estadual Janete de Sá, ouviu a tutora do cachorro Yorkshire resgatado da varanda de um apartamento em Jardim Camburi, Vitória.
A tutora, uma empresária, contou que viajou para Brasília na quinta-feira, dia 27, pela manhã mas deixou uma pessoa responsável pelo animal. “Conversei com meu amigo durante um happy hour na noite anterior a viagem e combinei para que ele fosse ao apartamento duas vezes por dia, por isso fiquei tranquila”, disse a empresária.
Mas o amigo, um advogado, sofreu um acidente de moto na manhã do dia 27, teve ferimentos, e foi liberado do hospital no mesmo dia, mas não lembrou que estava responsável pelo cachorro: “Tenho um trauma com acidentes e acabei esquecendo das atividades que não fazem parte da minha rotina”.
Questionada sobre o motivo de não ter procurado saber notícias do seu cachorro, a empresária justificou dizendo que estava em um evento de moto, afastado e por isso o sinal de internet era ruim. Ela disse também que não sabia que deixar o cachorro 48h sozinho é considerado crime de maus-tratos.
“Quando deixamos nossos animais aos cuidados de outra pessoa, queremos saber o tempo todo como eles estão. Não entendo porque vocês não se comunicaram. A tutora chegou de viagem no domingo à noite e só na segunda, dia 31, contou ao amigo tudo que havia acontecido”, disse a deputada.
“Me arrependo do fundo da minha alma. Foi um erro e infelizmente aconteceu outro imprevisto. Eu nunca maltratei nenhum animal. Meu cachorrinho ia comigo para trabalho e dormia comigo na cama”, disse a empresária emocionada.
Como o caso foi descoberto
A gerente de Bem-Estar Animal, da prefeitura de Vitória, Katiuscia Rodrigues Oliveira, em depoimento durante a oitiva, disse que recebeu nove denúncias pelo telefone 156, sobre o um cachorro sozinho na varanda sem tela, no terceiro andar de um apartamento em Jardim Camburi, Vitória. Os vizinhos contaram que o cãozinho estava saltando, arranhando a porta da varanda fechada, chorando e exposto ao sol.
“Quando entramos no apartamento, a primeira reação do cachorrinho foi correr para dentro, subir na cama da tutora e urinar no travesseiro, pois tremia muito. Ele foi levado para a clínica que tem convênio com a prefeitura. Estava com princípio de infecção urinária e desidratado”, contou a gerente de Bem-Estar da PMV.
O cachorrinho está em tratamento para ganhar peso, foi castrado e está sob os cuidados de uma família que oferece lar temporário, até que a situação seja definida.
Fonte: Aqui Notícias


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